Quando pensamos em armazenamento de dados, quase que imediatamente pensamos em HD ou memória Flash. Contudo as fitas continuam atuando fortemente no mercado de armazenamento. E foi exatamente o que os pesquisadores da IBM usaram para armazenar 330 TB de dados. Em um cartucho de fita, que cabe na palma da mão.

O trabalho, em parceria com a Sony Storage Media, culminou em um nível de densidade de 200 gigabits por polegada quadrada. Aproximadamente 20 vezes mais que as fitas usadas atualmente. A fita magnética em si foi desenvolvida pela Sony, e a IBM Research desenvolveu tecnologias que possibilitaram o alcance de densidades mais elevadas.

Uma das tecnologias é um material lubrificante para manter a estabilidade da fita. Os pesquisadores explicam que, para aumentar a densidade, é essencial reduzir o espaçamento entre a superfície da fita e a cabeça magnética. O problema é que a diminuição desse espaçamento aumenta a fricção entre os dois componentes. O lubrificante reduz esse atrito e, ainda por cima, é feito de um material que garante a sua durabilidade.

Outra tecnologia aplicada ao projeto possibilitou o desenvolvimento de uma camada magnética formada por partículas em escala manométrica. Os fabricantes têm dificuldades para alcançar níveis tão reduzidos por causa de impurezas gasosas que surgem durante a formação da camada. A tecnologia em questão consegue reduzir esse gás.

 

Ambas as companhias pretendem colocar o padrão no mercado em um futuro relativamente próximo. Entretanto ainda não há previsão de lançamento da tecnologia, tão pouco o custo do produto.

A demanda para tal produto, de acordo com a IBM, existe. Uma vez que fitas magnéticas são usadas para armazenamento há pelo menos 60 anos.

A primeira unidade comercializada de fita magnética possuía 2MB de armazenamento. A capacidade das fitas aumentou cerca de 40 vezes desde 2006.

Com o volume de dados crescendo exponencialmente a cada ano as fitas continuarão sendo uma solução importantíssima de backup.